Filho da noite
*
Um filho da noite furtiva
fugindo do amor clandestino.
Nom carregará com cadeas,
a alma escura, enmascarada.
O sangue das vivas mapoulas
querendo queimar o seu peito.
Vé-se um ceo claríssimo
e ainda é a noite pecha.
Sinte-se troar dinamita,
aboujando-lhe o baixo ventre.
Canga de pedra de porpianho
leva o penitente pescozo.
Essa luz do faro de lume,
que o deslumbra polo dia
e pom o seu corpo à deriva,
quando se mergulha na noite.
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Moradelha editora