Alá ela !
Ali andava el,
solitário i espido
de corpo e de ánima;
sem saber onde pousar
a cabecinha pessada
nim o espírito morto.
Com ninguém quijo falar
e a ningures mirava.
Alá ela, dizia,
cuma voz afligida.
Alá ela, alá ela,
cum moi lento suspiro.
De geonlhos ficava
numha praia escondida,
esperando nevara,
coa mirada perdida
no lonjano infinito
e a ninguém conhecia.
A ninguém estranhava.
Alá ela, dizindo.
Alá ela, alá ela,
outra vez repetia.
E ali quedou el,
para sempre durmido.
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Moradelha editora