Coraçom aberto
*
Traio nas minhas costas
um feixe de queixumes
e nos meus beiços traio
verbas botando lume.
Tenho uma cunha cravada
no médio e médio do peito,
rachando-me as costelas
pra destapar o coraçom.
Só espero que o tormento
bula e aginha passe,
pra poder desenclaustrar
o que me some dentro.
Pola fiestra da alma,
compassado latejo
há tremer em suspiros
i estoupar liberdade.
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Moradelha editora