O dia que morrim
Quando estea já farto
de mirar as flores.
Quando já nom sinta
a música em cores
soar polos regatos,
nem os queixumes do vento
nas fiestras da casa.
Nom tenha já ánsia
de comer-me o Mundo,
nim de cuspir minhas verbas
coa língua dos pais.
Quando no meu ceo
só haja nuvarrós
e visite-me sem aviso
a estrela da anunciaçom
e cortem-me o fio umbilical,
que funda o fusível
da minha alma dormida;
sonharei que morrim
numa barca à deriva,
voando no ceo
cum faro acendido.
🌟
Moradelha editora